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Pedro Xavier 21 Mar 2021

Covid-19: Estruturas de retaguarda do Norte com taxa de ocupação de 2%

As oito estruturas de retaguarda covid-19 do Norte registam atualmente uma taxa de ocupação de 2% e apenas duas, o Seminário do Bom Pastor, em Valongo, e o Hotel João Paulo II, em Braga, manter-se-ão em funcionamento após março.

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A informação foi dada pelo secretário de Estado da Mobilidade e coordenador regional da zona Norte para a covid-19, Eduardo Pinheiro, numa sessão que decorre na Assembleia da República e junta os responsáveis das restantes regiões.

“Hoje a taxa de ocupação no total da região é, felizmente, somente 2%, pelo que está determinada a suspensão de parte destas [estruturas de retaguarda] até ao final do corrente mês de março, mantendo-se por precaução em funcionamento duas estruturas: a de Braga e a do Seminário do Bom Pastor [concelho de Valongo, distrito do Porto]”, disse Eduardo Pinheiro.

Em causa estão espaços que acolhem doentes, infetados ou não com o novo coronavírus, em condições de continuar a recuperação fora dos hospitais, mas que não tenham retaguarda ou condições em casa ou nas instituições onde vivem, bem como utentes de lares, ou fruto de outras situações como os chamados casos sociais.

Na região Norte foram criadas oito estruturas: Seminário do Bom Pastor (Valongo), o antigo hospital da Misericórdia de Paços de Ferreira, Pousada da Juventude do Porto, Hotel João Paulo II (Braga), Centro Cultural de Viana do Castelo, Pousada da Juventude de Alijó, Centro Social de Vila Maior (Santa Maria da Feira) e Pousada da Juventude de Bragança.

Esta tarde, na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19 e do processo de recuperação económica e social, Eduardo Pinheiro fez um balanço do trabalho realizado a Norte, tendo revelado que as estruturas de retaguarda “acolheram mais de meio milhar de doentes nos últimos meses”.

O governante contou que estes espaços de cariz distrital, que foram retomados em outubro depois de suspensos no verão do ano passado, têm uma capacidade instalada de 285 camas, podendo expandir para o dobro.

“Este é um bom exemplo da existência de uma rede capaz que foi construída de forma atempada com envolvimento de muitos, com a coordenação das comissões distritais de Proteção Civil e a disponibilização de recursos humanos, financeiros e materiais pelo Instituto da Segurança Social, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e pela Administração Regional do Norte (ARS-N)”, disse.

Eduardo Pinheiro também falou do “contributo exemplar” do Hospital das Forças Armadas, destacando a disponibilização de 50 camas de enfermaria no polo do Porto, e somou as 490 camas (162 das quais para doentes covid-19) do setor privado e social.

O secretário de Estado também destacou o papel das Brigadas de Intervenção Rápida, referindo que “foi possível realizar mais de 60.000 inquéritos epidemiológicos”, e apontou que atualmente, e depois do arranque a Norte no Hospital de São João, no Porto, do Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19, em 27 de dezembro de 2020, a região “se aproxima do meio milhão de vacinas administradas na região”.

“Com o início do segundo trimestre, para cumprir o plano de vacinação, há necessidade de alargar a mais população. O ritmo depende da disponibilização de vacinas, mas os diversos responsáveis da região estão empenhados e organizados para assegurar que não seja por questões logísticas, organização ou disponibilização de recursos que não há uma vacinação atempada na região”, garantiu.

Já no período reservado a perguntas dos deputados, Eduardo Pinheiro esclareceu a questão das estruturas de retaguarda, garantindo que a capacidade de resposta se manterá para qualquer circunstância.

“Olho para o futuro com otimismo, mas também com toda a cautela. Não vamos encerrar estruturas, vamos suspender e manter resposta imediata em qualquer caso que seja necessário”, disse.

Quanto a testagem, outro dos temas com os quais os vários coordenadores regionais foram confrontados, o secretário de Estado da Mobilidade recordou o projeto-piloto levado a cabo na freguesia de Mozelos, concelho de Santa Maria da Feira, apontando que este poderá ser replicado.

“Foi feito um primeiro [projeto-piloto] em Santa Maria da Feira, na freguesia de Mozelos que tinha valores com uma tendência diferente do resto do concelho e da própria região. Esse projeto permitiu demonstrar a exequibilidade da estratégia que pode ser replicada a qualquer bolsa populacional de alta incidência de covid-19”, disse.

Em causa está o projeto de âmbito nacional, anunciado em fevereiro, que serviu para avaliar a eficácia de testes massivos à covid-19 em núcleos demogeográficos identificados como estando na origem de novos surtos epidemiológicos.

“Os resultados que obtivermos vão permitir avaliar as vantagens e dificuldades desta testagem massiva quando se verificar uma situação de surto num determinado espaço geográfico ou laboral, e, com base nesses dados, o projeto-piloto ajudará o resto do país a implementar uma estratégia idêntica para contenção mais imediata do vírus”, disse, à época, à agência Lusa, o presidente da autarquia, Emídio Sousa.

Também questionado sobre respostas à população sem-abrigo, Eduardo Pinheiro indicou que a estratégia tem sido articulada com os municípios e com o Instituto de Segurança Social, apontando os exemplos do Porto e de Braga, mas sem especificar quais os projetos em concreto.

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