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Pedro Xavier 06 Dez 2020

Namíbia põe 170 elefantes à venda por causa da seca

A Namíbia, que se encontra em risco de seca, pôs à venda 170 elefantes vivos para reduzir o seu número no território, em parte devido ao crescente conflito entre humanos e animais desta espécie ameaçada de extinção.

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Um anúncio no jornal governamental “New Era” de quarta-feira oferece para venda 170 elefantes “de alto valor” e apela para manifestações de interesse de compradores nacionais e internacionais.

País semi-árido e pouco povoado da África Austral, a Namíbia é o lar de cerca de 28.000 paquidermes, de acordo com o ministro do Ambiente, Pohamba Shifeta.

“Alguns países queixaram-se de que a Namíbia estava a matar elefantes. Em vez disso, decidimos, depois de alguma investigação, vendê-los”, disse.

Segundo o Governo, os elefantes foram postos à venda após “a identificação de uma necessidade de reduzir a sua população devido à seca e ao aumento do número de animais que está a gerar conflitos com as populações.

Desde 1990, o número de elefantes na Namíbia tinha caído para cerca de 5.000, mas aumentou acentuadamente após o estabelecimento de um programa de proteção aclamado a nível mundial.

De acordo com o anúncio, rebanhos inteiros serão capturados de modo a não deixar animais pequenos ou jovens abandonados.

Shifeta adiantou que a Namíbia não tem qualquer intenção de vender estes elefantes de forma imprudente.

“Temos de nos certificar que o país é adequado” para os acolher, disse.

Para exportar estes animais, os compradores terão de assegurar que os requisitos da CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção) são cumpridos tanto no país de exportação como no país de importação para que a transação seja autorizada.

A Namíbia tinha posto à venda 100 búfalos selvagens em outubro.

Em junho de 2019, após ter declarado o estado de catástrofe natural devido à seca, tinha também posto à venda 1.000 animais, incluindo 600 búfalos, 150 antílopes, 60 girafas e 28 elefantes.

O objetivo era, segundo o Ministério do Ambiente, limitar as perdas animais e obter 1,1 milhões de dólares destinados à conservação das espécies.

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