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Pedro Xavier 05 Dez 2020

Diretor-geral da OMS: “Já se está a começar a ver o fim da pandemia”

A chegada de várias vacinas contra a covid-19 não deve levar a população a baixar a guarda no combate à pandemia, alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

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“As vacinas não significam covid zero”, afirmou Mike Ryan, o responsável de emergências sanitárias da OMS, ao salientar que as vacinas, por si só, “não serão capazes de fazer esse trabalho”.

“Chegamos (…) a um ponto de inflexão da pandemia. Pedimos às pessoas que continuem a fazer os esforços” para combater a covid-19, acrescentou em conferência de imprensa.

A responsável pela gestão da pandemia da OMS, Maria Van Kerkhove, apelou à população para que “pense bem no que faz” durante o período de férias que se aproxima, no sentido de limitar a transmissão do coronavírus.

“As decisões que tomamos agora (…) podem significar a vida ou a morte para nós, para a nossa família”, referiu a responsável da OMS.

Para o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que falava numa cimeira da ONU sobre a pandemia, com a chegada das vacinas, já se está a “começar a ver o fim da pandemia”.

“Simplesmente não podemos aceitar um mundo em que os pobres e marginalizados são espezinhados pelos ricos e poderosos na corrida à vacina”, disse o diretor-geral da OMS, uma vez que se prevê que o início das campanhas de vacinação esteja iminente em alguns países – os mais ricos do planeta.

As primeiras vacinas contra a covid-19 deverão chegar a Portugal nos primeiros dias de 2021 e o grupo de trabalho criado pelo Governo para coordenar a vacinação já apresentou, na quinta-feira, a primeira versão do plano, em que algumas destas recomendações estão contempladas.

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