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Pedro Xavier 02 Dez 2020

Covid-19: Interpol alerta países para ameaça do crime organizado ligado às vacinas

A Interpol emitiu um alerta global aos seus 194 países membros, incluindo Portugal, alertando-os para se prepararem para os ataques das redes de crime organizado que em breve vão atuar nas vacinas contra a covid-19.

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O “aviso laranja” da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), descreve possíveis atividades criminosas como falsificação, roubo e publicidade ilegal sobre as futuras vacinas contra a covid-19 e contra a gripe, comportamentos criminosos que já foram detetados durante o período pandémico com outros produtos.

O aviso também abrange exemplos criminosos nos quais as pessoas que os cometem anunciam, vendem e administram vacinas falsas.

Com uma série de vacinas contra a covid-19 a serem brevemente aprovadas e com distribuição a nível global, é essencial os países garantirem a segurança da cadeia de abastecimento e identificar os ‘sites’ ilícitos que vendem produtos falsificados, tal como já aconteceu com máscaras e álcool gel.

Uma boa coordenação entre os órgãos de polícia criminal e as diversas entidades reguladoras de saúde terá, segundo a Interpol, um papel vital para garantir a segurança das pessoas e o bem-estar das comunidades neste período de pandemia.

“Enquanto os governos se preparam para lançar as vacinas, as organizações criminosas planeiam infiltrar-se ou interromper as cadeias de abastecimento”, alertou o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock.

Para o responsável da organização internacional de polícia criminal, “as redes criminosas também terão como alvo o grande público, através de ‘sites’ falsos e curas falsas, o que pode representar um risco significativo para a saúde e até mesmo para a vida”.

“É essencial que a polícia esteja tão preparada quanto possível para o que será um ataque violento de todos os tipos de atividades criminosas ligadas à vacina contra a covid-19, razão pela qual a Interpol emitiu este alerta global”, concluiu Stock.

Além das vacinas, e à medida que as viagens internacionais recomeçam gradualmente, é provável que os testes para a deteção do novo coronavírus se tornem da maior importância, resultando na produção e distribuição paralelas de ‘kits’ de teste não autorizados e falsificados.

Com uma quantidade crescente de fraudes relacionadas com a doença, a Interpol aconselha também o público a ter um especial cuidado nos acessos à rede de Internet para pesquisar equipamentos médicos ou medicamentos.

Além dos perigos de solicitar produtos potencialmente fatais, uma análise da Unidade de Crimes Cibernéticos da Interpol revelou que há cerca de três mil ‘sites’ associados a farmácias ‘online’ sob suspeita de vender medicamentos ilícitos e dispositivos médicos e que 1.700 continham ameaças cibernéticas, como vírus informáticos.

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