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Pedro Xavier 29 Dez 2020

Casa da Música dedica 2021 a Itália com uma gala de ópera de Verdi e Puccini

A Casa da Música vai dedicar o próximo ano a Itália, com uma programação que inclui uma gala de ópera com a soprano italiana Daniella Schillaci e o tenor grego Angelos Samartzis a darem voz a Verdi e Puccini.

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De acordo com a programação para 2021 da Casa da Música, no Porto, o italiano Luca Francesconi será o Compositor em Residência ao passo que o Artista em Residência será o premiado violoncelista francês Marc Coppey.

O concerto de Ano Novo marca o arranque da programação, no dia 08 de janeiro, com a Orquestra Sinfónica do Porto, dirigida por Martin André.

A abertura oficial do ano de Itália – que revisita o país já abordado em 2013 – acontece no dia 15 de janeiro, com uma Gala de Ópera Italiana a cargo da Orquestra Sinfónica do Porto, com direção musical de Martin André, a versar obras dos compositores Giuseppe Verdi e Giacomo Puccini, interpretadas pela soprano Daniela Schillaci e pelo tenor Angelos Samartzis.

Entre as novidades da programação contam-se a apresentação, no dia 17, do violinista e maestro Fabio Biondi, que ilustra a música milanesa com a Orquestra Barroca, a meio-soprano Christina Daletska, no dia 22, a cantar Luigi Dallapiccola, a integral das Sinfonias de Sibelius, dirigida por “reconhecidos especialistas”, bem como o regresso aos palcos das formações corais sinfónicas, no último trimestre do ano.

Ainda no dia 22, a pianista sérvia Tamara Stefanovitch apresenta, em estreia nacional, o concerto para piano de Luca Francesconi, ao passo que a violinista moldava-austríaca-suíça Patricia Kopatchinskaja se apresenta pela primeira vez na Casa da Música, a 29 de maio, para interpretar o novo Concerto para violino de Luca Francesconi, em estreia absoluta.

Os ciclos dedicados à Música e Cinema (“Invicta. Música. Filmes”), Música e Revolução, e Música à Volta do Barroco ganham em 2021 dois novos blocos programáticos: Música e Mito, em março, num encontro com Prometeu, Apolo, Siegfried ou Pélleas e Mélisande, e Música e Vinho, em setembro, com propostas que juntam música e provas de vinho, ou dão a ouvir “A Canção da Terra”, de Mahler.

A Casa da Música assinala o 15.º aniversário da Orquestra Barroca com a “Paixão Segundo São Mateus”, de Johann Sebastian Bach, no dia 30 de maio.

Ainda “À volta do Barroco”, apresentará a 13 de novembro o Requiem de Mozart, e nos dias 17, 18, 22 e 23 de dezembro, será a vez da “Oratória de Natal”, também do compositor alemão Bach.

Na Orquestra Sinfónica, o suíço Stefan Blunier assume o cargo de Maestro Titular e o pianista alemão Christian Zacharias o título de Maestro Convidado Principal, enquanto os maestros italianos Donato Renzetti, Tito Ceccherini e Carlo Rizzi se apresentam pela primeira vez na Casa da Música.

O violoncelo será o instrumento em destaque num grande ciclo de concertos, mas o violino desempenhará também um papel fundamental ao levar à Casa da Música os virtuosos Benjamin Schmid, Ilya Gringolts, Viviane Hagner e Leticia Moreno.

O Ciclo de Piano traz novidades no feminino, com a participação das premiadas pianistas sul-coreana Yeol Eum Son, a 18 de maio, para tocar Schumann e Chopin, e norte-americana Claire Huangci, a 17 de outubro, para interpretar obras de Bach, Mozart, Chopin e Schubert.

Num programa em que participam os “pianistas mais reconhecidos da atualidade”, os consagrados pianistas russos Arcadi Volodos, com atuação a 23 de fevereiro, e Grigory Sokolov, a 13 de abril, serão as figuras de cartaz.

No que respeita à música contemporânea, o ano de 2021 vai trazer “grandes nomes da composição”, com particular destaque para os compositores italianos e portugueses Luca Francesconi, Ivan Fedele, Francesco Filidei, Oscar Bianchi, Carlos Lopes (Jovem Compositor em Residência), Pedro Amaral, Luís Tinoco, Vasco Mendonça ou Luís Antunes Pena que terá uma obra estreada pelo Remix Ensemble em Colónia.

A obra de Luigi Nono vai ser alvo de uma retrospetiva no Festival Música e Revolução, que decorre nos dias 23 e 24 de abril.

A música vocal estará entregue a nomes como Andreas Scholl, Chen Reiss, Katharina Konradi ou Hanna-Elisabeth Müller, entre muitos outros cantores do circuito internacional, bem como aos da mais recente geração de cantores portugueses, tais como Eduarda Melo, Tiago Matos, Marina Pacheco ou Raquel Camarinha.

A programação da instituição realça ainda outras “escolhas criteriosas em função do repertório”, como é o caso da presença do trompetista Marco Blaauw, para a interpretação do Requiem de Henze, a 06 de março, e do clarinetista Horácio Ferreira ou do pianista Roger Muraro, a 07 de maio, para quem os compositores portugueses Luís Tinoco e Vasco Mendoça escreveram concertos.

A Casa da Música guardou para esta edição a “surpresa” de trazer Leopold Hager de regresso aos palcos, no dia 30 de abril. A pandemia levou-o a cancelar aquela que seria a sua última digressão, mas o maestro austríaco regressa agora àquela que é a sua especialidade: o repertório vienense, interpretando sinfonias de Mozart e Schubert.

Também a música jazz terá presença assegurada na programação da Casa da Música, com propostas que incluem a organização do Ciclo Jazz e do Outono em Jazz.

No âmbito do Ciclo Jazz, a Orquestra Jazz de Matosinhos encontra-se com a música de Ornette Coleman, no dia 05 de junho, propondo um conjunto de novos arranjos, através dos saxofones de Perico Sambeat e Ricardo Toscano.

A 10 de outubro é a vez de se apresentarem em palco Mário Laginha com a Banda Sinfónica Portuguesa, a que se seguirão, no dia 27 de novembro, a Orquestra Jazz de Matosinhos com Rui Reininho.

A programação do Outono em Jazz será anunciada ao longo do ano.

“Nas atuais circunstancias a palavra de ordem será como sempre adaptar-adaptar-adaptar, e ir ajustando a programação à evolução da situação, o que, no limite, levará à criação de conteúdos digitais para que possamos, mesmo à distancia, continuar a cumprir a nossa missão de serviço público num momento em que este é ainda mais necessário”, pode ler-se na mensagem de abertura da programação, assinada pelo diretor artístico, António Jorge Pacheco.

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