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Pedro Xavier 19 Nov 2020

Solar do século XVI em Melgaço classificado como Monumento de Interesse Municipal

Um solar situado numa quinta na freguesia de Paderne, em Melgaço, mandado construir no século XVI pela rainha D. Leonor, foi classificado como Monumento de Interesse Municipal, de acordo com o aviso publicado em Diário da República.

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Em causa, está “um imóvel que, no domínio histórico e arquitetónico, traduz um testemunho notável de vivências e factos históricos”.

“Pela sua conceção arquitetónica, pela memória coletiva que reflete e pela sua singularidade, representa um bem de valor cultural de significado preponderante para o município”, descreve o Diário da República (DR).

O presidente da Câmara Municipal de Melgaço, Manoel Batista, destacou a “relevância histórica” do imóvel e o seu “enquadramento paisagístico” por se encontrar “completamente rodeado de vinha”.

“Numa altura em que a aposta na economia do vinho Alvarinho e da marca Monção e Melgaço se procura afirmar cada vez mais, era muito importante que este imóvel e a quinta onde está inserido, fossem classificados”, reforçou o autarca.

Segundo Manoel Batista, o processo de classificação, iniciado em 2017, foi proposto pelos atuais proprietários.

“A autarquia acarinhou o processo desde a primeira hora e congratula-se com a sua classificação”, referiu.

O solar da Quinta do Reguengo foi mandado construir pela rainha D. Leonor, no século XVI, tendo desde então estado na posse de vários proprietários.

De acordo com a descrição que integrou o processo de classificação, atualmente, o imóvel está adaptado à função de hotel rural, resultado de um projeto de recuperação e remodelação realizado em 2001.

A família Cardadeiro, atual proprietária, adquiriu a propriedade em 1997, reconstruiu o solar, plantou a vinha e construiu uma adega para a produção de Vinho Alvarinho.

O solar “encontra-se inserido em meio rural, e enquadrado por grandes vinhedos, com cerca de oito hectares”.

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